Esquema com três zagueiros agradou o treinador

  • Carlos Cruz
  • 12/03/2017 20:47
Enderson Moreira observa que vinha preparando o esquema com três zagueiros há muito tempo

A derrota por 1 a 0 no clássico contra o Cruzeiro deixou o técnico Enderson Moreira muito chateado. Em jogo marcado por grande pressão do time americano no segundo tempo, o resultado foi definido por um gol de pênalti ainda no primeiro tempo, marcado de forma duvidosa pelo árbitro Cleisson Veloso. O comandante americano, no entanto, destacou que a equipe americana impediu que o Cruzeiro tivesse o controle do jogo, depois dos 20 primeiros minutos, e lamentou que as chances criadas por seu ataque tenha parado nas mãos do goleiro rival.

“O Cruzeiro, que costuma dominar as partidas, não conseguiu nos dominar, principalmente no segundo tempo. Nós tivemos 15, 20 minutos no primeiro tempo em que ficamos muito afobados. Sem nenhuma relação com sistema de jogo, porque nossos erros eram muito mais técnicos do que táticos. Mas a partir do gol sofrido acho que nosso time se encaixou bem e, no segundo tempo, fomos ainda mais incisivos. É claro que do outro lado estava uma grande equipe, que sabe marcar bem. Eles recuaram, deram campo tentando o contra-ataque. Mas foram raras as situações que possibilitamos isso. O Rafael (goleiro do Cruzeiro) fez pelo menos duas grandes defesas e, infelizmente, a gente sai derrotado, mas com a cabeça erguida, pois fizemos um grande jogo”, analisa.

“Me sinto chateado pelo resultado, porque acho que a gente merecia um placar diferente. Merecíamos um resultado bem diferente do que foi. Mas, ao mesmo tempo, saio com perspectivas muito boas”, completa Enderson.

 O treinador também ficou satisfeito com o esquema tático usado por ele no jogo. Para ele, usando três zagueiros, a equipe ganhou mais variações.

"O Cruzeiro tem muita qualidade no jogo, claro que a gente sofreu um pouco. Mas, a partir do gol, a gente deu uma arrumada. O esquema usado hoje vem sendo treinado há um bom tempo. Não é um 3-5-2, é um 3-4-3, é um pouco diferente daquele tradicional. A gente faz uma linha de 5 quando vai defender. É uma coisa que precisa de treinamento. Você protegendo um pouco o centro do campo, você oferece possibilidade da sua equipe de jogar com muito mais ofensividade pelos lados. Acho que muita coisa funcionou. Esse grupo que foi formado agora, com muitas chegadas e saídas, conseguimos fazer todo mundo entender como as coisas funcionam e conseguimos um time equilibrado, de qualidade, mesmo não tendo tantos recursos como alguns adversários", concluiu.